Conteúdo do impresso Edição 1380

CIDADE DE TODOS NÓS

Casa do Autista fortalece acompanhamento individual com estudo de casos e formação continuada da equipe

Reuniões entre os profissionais permitem discutir casos individualmente e definir estratégias mais adequadas para o acompanhamento de cada criança e adolescente com TEA
SECOM MACEIÓ
Reuniões entre os profissionais permitem discutir casos individualmente na Casa do Autista
Reuniões entre os profissionais permitem discutir casos individualmente na Casa do Autista

Por trás de cada atendimento realizado na Casa do Autista de Maceió existe um trabalho que começa muito antes da criança ou adolescente entrar na sala de atendimento. Para garantir um cuidado cada vez mais qualificado e individualizado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a unidade mantém uma rotina de formação continuada entre os profissionais, com discussão de casos e avaliação das estratégias utilizadas no acompanhamento dos usuários.

De acordo com Fabiana Lisboa, gerente-geral da Casa do Autista, esses momentos são fundamentais para que a equipe compreenda as necessidades de cada usuário e encontre, de forma conjunta, os melhores caminhos para favorecer seu desenvolvimento.

“Hoje é um momento importante, porque quem vem e traz o seu filho para o atendimento não imagina o trabalho que existe por trás de um bom atendimento. É preciso muito estudo, formação continuada e muita discussão em grupo. Estamos reunindo para discutir casos importantes, para que possamos ter um melhor manejo e direcionamento daquilo que propomos para cada criança. Um atendimento de qualidade é o que ciência, afeto e, de fato, permitir, ser na criança e nos jovens para que eles possam evoluir”, pontua Fabiana.

A proposta reforça um dos principais pilares da Casa do Autista, que é compreender que cada usuário possui uma história, necessidades e formas próprias de se desenvolver. “O acompanhamento não se limita a uma abordagem isolada. As discussões coletivas permitem que diferentes profissionais compartilhem percepções, avaliem resultados e ajustem condutas, tornando o cuidado mais integrado e próximo da realidade de cada família”, explica Fabiana.

Para Camila, a equipe técnica da Casa do Autista, investir na qualificação dos profissionais significa também investir diretamente na qualidade da vida das pessoas assistidas e das famílias. “Quando uma equipe se reúne para estudar, discutir casos e compartilhar conhecimentos, quem ganha é o usuário e toda a família. O cuidado com pessoas com TEA exige um olhar atento, individualizado e multiprofissional. Nosso compromisso é garantir que a gestão esteja a serviço desse cuidado, fortalecendo processos que contribuam para uma atenção mais humanizada, eficaz e qualificada”, ressalta.

A Casa do Autista conta com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos. A divisão de especialidades amplia a capacidade de compreender o usuário considerando, sobretudo, não apenas os aspectos clínicos, mas também o desenvolvimento, a comunicação, a autonomia, a convivência social e as necessidades das famílias.

Como ter acesso

Administrada pela Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência na gestão das unidades municipais de saúde, a Casa do Autista trabalha para integrar boas práticas de governança, inovação e assistência humanizada.

Para ter acesso aos serviços, o primeiro passo é reunir a documentação necessária e levá-la ao Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol, onde será aberto o processo. Entre os documentos exigidos estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e encaminhamento médico da criança ou do adolescente, além dos documentos dos responsáveis legais.

A partir daí, a equipe técnica do setor de Autismo da Secretaria Municipal de Saúde realizará a análise e a regulação dos casos. São priorizadas pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER), ou serviços contratualizados, e que se encontram em fila de espera na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Após a avaliação, os pacientes são encaminhados gradualmente para os serviços disponíveis, entre eles a própria Casa do Autista. Quando a demanda ultrapassa a capacidade de atendimento, os pacientes permanecem em lista de espera, seguindo critérios técnicos.


Encontrou algum erro? Entre em contato