tia de jhc na lista

Após Carnaval, Lula deve escolher um homem e uma mulher para vagas no STJ

Marluce Caldas disputa a vaga destinada ao Ministério Público, enfrentando procurador do Acre
Divulgação
Marluce Caldas integra lista tríplice para ocupar cargo de ministra do STJ
Marluce Caldas integra lista tríplice para ocupar cargo de ministra do STJ

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para definir os novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com a nomeação de um homem e uma mulher para as duas cadeiras que estão vagas há um ano. A decisão deve ser anunciada após o Carnaval e envolve articulações políticas e institucionais de impacto.

Entre os nomes cotados, destaca-se Marluce Caldas, procuradora de Justiça em Alagoas e tia do prefeito reeleito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC). Ela disputa a vaga destinada ao Ministério Público, enfrentando o procurador Sammy Barbosa, do Acre.

A escolha de Lula dependerá da definição sobre a cadeira da Justiça Federal, que está entre Carlos Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), e Marisa Santos, do TRF-3.

Se Brandão for o escolhido, Marluce Caldas deve ser nomeada para o STJ. Caso Lula opte por Marisa Santos, a vaga do Ministério Público ficaria com Barbosa, que conta com o apoio da maioria dos ministros da Corte. A magistrada tem o respaldo de seu sobrinho, JHC, que, por sua vez, mantém proximidade com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A disputa também envolve outros nomes que, segundo interlocutores do Planalto, perderam força na corrida pelo STJ. A desembargadora Daniele Maranhão, do TRF-1, teria sido descartada após decisões controversas, como a revogação da prisão do empresário baiano Marcos Moura, o “Rei do Lixo”. Já o subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, que liderou as investigações sobre os atos de 8 de janeiro, não conseguiu reunir apoios suficientes.

A nomeação de uma mulher para a Corte é considerada importante por aliados do governo. Com as aposentadorias das ministras Assusete Magalhães e Laurita Vaz, o número de magistradas no STJ caiu de seis para quatro.

O Planalto avalia que indicar dois homens poderia gerar desgaste político, especialmente após a nomeação de Cristiano Zanin e Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), sem a reposição da vaga feminina deixada por Rosa Weber.

Além da questão de gênero, pesa na decisão de Lula a idade dos concorrentes. Marisa Santos tem 70 anos e atingiria a aposentadoria compulsória no meio do próximo mandato presidencial. Caso Lula seja reeleito, poderia indicar um novo ministro para substituí-la, garantindo duas nomeações para a mesma cadeira.


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