BAIRROS AFUNDANDO

DPE aciona Justiça para alterar comitê que investiga mineração da Braskem

Instituição argumenta que a presença da empresa no comitê cria conflito de interesses
José Fernando Martins
"Ciência não tem lado", diz defensor em abertura de audiência sobre Braskem
"Ciência não tem lado", diz defensor em abertura de audiência sobre Braskem

A Defensoria Pública de Alagoas protocolou ação na Justiça Federal nesta terça-feira, 19, solicitando mudanças no Comitê de Acompanhamento Técnico, responsável por fiscalizar os riscos da mineração de sal-gema da Braskem em Maceió. O pedido é feito junto à Associação do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem.

A ação pede que a Braskem seja retirada do comitê, que o Serviço Geológico do Brasil e três representantes das vítimas sejam incluídos, e que a empresa custeie assessoria técnica independente. A DPE também requer divulgação completa de dados e decisões do grupo.

A instituição argumenta que a presença da empresa no comitê cria conflito de interesses e critica a lentidão na análise de áreas de risco, a limitação de estudos e a subestimação de evidências técnicas.

Ricardo Melro, defensor público, afirmou que a atual composição do comitê "se mostra insuficiente", pois órgãos como o SGB/CPRM não atualizam estudos por não fazerem parte oficialmente do grupo.

O pedido é reforçado por relatório independente divulgado no dia, 8, elaborado por especialistas do Brasil e do exterior. O documento indica falhas na metodologia da Defesa Civil de Maceió e a necessidade de revisar os mapas de criticidade da região.


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