Justiça

Caixa apresenta solução para esgotamento sanitário de residencial em Maceió

MPF e moradores definiram sobre a implantação de Estação Elevatória de Esgoto no local
Assessoria
Reunião definiu solução permanente para problemas no conjunto Residencial Ernesto Gomes Maranhão
Reunião definiu solução permanente para problemas no conjunto Residencial Ernesto Gomes Maranhão

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas esteve reunido com representantes da Caixa Econômica Federal, da Saneamento Alta Maceió S/A (Sanama) e de moradores do Residencial Ernesto Gomes Maranhão, localizado no bairro Cidade Universitária, em Maceió. No encontro, a Caixa apresentou a solução definitiva para o sistema de esgotamento sanitário do condomínio, em cumprimento à sentença judicial proferida em junho de 2019.

A reunião, coordenada pela procuradora da República Roberta Bomfim, ocorreu a pedido da própria Caixa, que informou ter adotado as tramitações administrativas internas para identificação da melhor solução técnica e dar encaminhamento final ao problema. Após a apresentação das alternativas técnicas — implantação de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) ou de uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE), integrada à rede pública — os moradores pediram esclarecimentos sobre as diferenças, vantagens e desvantagens de cada uma das soluções, inclusive sobre custos financeiros de manutenção e operação.


Em razão das informações prestadas, houve consenso quanto à adequação e sustentabilidade para o condomínio da estação elevatória em interligação com a rede pública de saneamento que será implantada.

A Estação Elevatória é uma estrutura fechada, equipada com bombas, trituradores e sistema automático de acionamento, que transporta o esgoto até a rede pública quando o relevo impede o escoamento por gravidade. O sistema conta ainda com gerador próprio para funcionamento em caso de queda de energia, reduzindo riscos de falhas e entupimentos.

Durante a reunião, em cumprimento da decisão judicial a Caixa reforçou sua responsabilidade em implantar a solução definitiva do problema de esgotamento sanitária, com a inclusão da estação elevatória. A obra inclui não apenas a estação, mas toda a rede interna de esgotamento, ligando casas e blocos à elevatória e, posteriormente, à rede pública. Eventuais danos causados às vias internas durante a execução das obras serão reparados no próprio processo de implantação.

Paralelamente, a Sanama assumiu o compromisso de ampliar a rede pública de esgoto até o condomínio, sob as expensas da Caixa. A previsão é que o orçamento da obra externa seja atualizado em até 30 dias, com solicitação de renovação do licenciamento ambiental no mesmo prazo. A expectativa é que as obras externas sejam iniciadas em setembro e concluídas até dezembro, enquanto a empresa contratada pela Caixa atuará internamente no condomínio.

Segundo a Caixa, o cronograma prevê até 180 dias para conclusão do projeto, licitação e obtenção do licenciamento, seguidos de até mais 180 dias para execução das obras. O condomínio destacou a importância de que a empresa responsável pela obra forneça garantia sobre o efetivo funcionamento da rede, com responsabilidade solidária da Caixa.

Atualmente, o esgotamento sanitário do residencial é feito por caminhões limpa-fossa, garantindo também a partir de decisão obtida pelo MPF. Com a entrada em funcionamento do novo sistema, haverá cobrança pelo serviço conforme a estrutura tarifária definida pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), considerando critérios como consumo de água e eventual enquadramento em tarifa social, independentemente da origem da água utilizada.

A procuradora Roberta Bomfim na reunião destacou que “todas as soluções adotadas até agora tiveram caráter provisório, diante da inexistência de rede pública de esgotamento sanitário. Segundo ela, a interligação da rede interna do condomínio com a rede externa pública representa a melhor e mais adequada solução para o caso”.


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