AÇÃO CIVIL PÚBLICA

MP quer que municípios de AL substituam 1.500 temporários por concursados

Órgão aponta uso frequente de contratações temporárias para funções permanentes
Reprodução
Poço das Trincheiras
Poço das Trincheiras

O Ministério Público de Alagoas ajuizou ação civil pública nesta terça-feira, 10, para obrigar Santana do Ipanema, Poço das Trincheiras e Olivença a realizarem concurso público na área da educação. A medida pede substituição gradual de cerca de 1.500 profissionais contratados de forma temporária nas redes municipais.

A ação foi apresentada pelo promotor de Justiça Alex Almeida Silva, da 2ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema, com apoio do Núcleo de Defesa da Educação do MPAL. O procedimento aponta ausência de concursos e uso frequente de contratações temporárias para funções permanentes.

Levantamento citado na ação indica que Santana do Ipanema possui cerca de 900 profissionais contratados temporariamente, o que representa mais da metade do quadro da educação. Em Olivença, o número apontado é de aproximadamente 500 contratados, enquanto Poço das Trincheiras registra 123.

O Ministério Público sustenta que o uso de vínculos temporários em atividades permanentes contraria princípios da administração pública. A ação menciona legalidade, impessoalidade e moralidade como fundamentos que devem orientar o acesso ao serviço público.

Na ação, o promotor afirma que o concurso público assegura igualdade de acesso aos cargos e estrutura o quadro funcional da educação. O MP também cita dados que apontam posição baixa de Alagoas no percentual de docentes admitidos por concurso nas redes municipais.

“O que estamos buscando é assegurar o respeito à Constituição e garantir que a educação pública seja prestada por meio de um quadro funcional estruturado, selecionado de forma transparente e igualitária”, acrescentou o promotor de Justiça Alex Almeida Silva.

O órgão pediu à Justiça que determine a realização de concurso em até seis meses após contratação da banca organizadora e conclusão do processo licitatório. O MP também requer que os municípios evitem novas contratações temporárias para funções permanentes sem respaldo legal.

Após a conclusão do concurso e a nomeação dos aprovados, o Ministério Público pede a exoneração gradual dos temporários que ocupam funções permanentes. A ação solicita ainda que o certame inclua cargos necessários ao funcionamento da rede de ensino, entre eles profissionais de biblioteconomia.


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