Política

Alfredo Gaspar faz exame de DNA para esclarecer denúncia de estupro

Deputado foi acusado em crime sexual contra vulnerável que teria resultado em nascimento de criança
Instagram pessoal
Alfredo Gaspar no momento da coleta de material genético na Perícia Oficial de Alagoas
Alfredo Gaspar no momento da coleta de material genético na Perícia Oficial de Alagoas

O deputado Alfredo Gaspar, presidente em Alagoas do PL, postou vídeo nas redes sociais para mostrar que realizou a coleta de material genético que pode provar se ele é pai de uma criança, fruto da prática de crime sexual contra vulnerável no passado.  Nas imagens, ele aparece fazendo a coleta de material na boca em laboratório da Perícia Oficial de Alagoas.

O deputado foi acusado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), em março de 2026, de ter praticado estupro contra uma menor de 14 anos, com possível nascimento de criança decorrente da violência.

No vídeo, Gaspar afirma que solicitou "por livre e espontânea vontade" a realização do exame de DNA para dar uma resposta à sociedade. Segundo ele, a denúncia sobre o crime sexual teria sido uma "cortina de fumaça" para desviar a atenção do fato dele ter pedido a prisão, na CPMI do INSS, do filho do presidente Lula, o Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O deputado atribui ao PT a manobra. 

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke solicitaram uma investigação (Notícia-de-Fato) à Polícia Federal, alegando ter provas, incluindo áudios e ligações, referentes a um suposto crime sexual contra vulnerável (menor de 14 anos). Na Notícia-de-Fato, os parlamentares afirmam que a narrativa apresentada não descreve apenas fato pretérito de violência sexual. "Ela traz também notícia de possível operação contemporânea de silenciamento e compra de silêncio, o que eleva o risco concreto de desaparecimento de provas, alinhamento de versões e intimidação de pessoas vulneráveis".

Depois de acusado no crime, o deputado por Alagoas acionou a Polícia Federal solicitando celeridade nas investigações e colocou-se à disposição para exames de DNA. As acusações ocorreram durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS.

Alfredo Gaspar negou veementemente as acusações e também protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por calúnia. O ministro do STF, Gilmar Mendes, foi designado para relatar a ação movida por Gaspar. Alfredo Gaspar encerra o vídeo dizendo que quer justiça porque foi "covardemente atacado".


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