Segurança
Descumprimento de medidas protetivas cresce 12,6% em Alagoas
Taxa registrada no documento passou de 24,7 para 27,8 registros por 100 mil habitantes
Alagoas registrou 894 casos de descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência em 2025, contra 794 no ano anterior, alta de 12,6%, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. O documento foi divulgado no dia 23 de julho.
O aumento representa 100 ocorrências a mais em um ano. A taxa passou de 24,7 para 27,8 registros por 100 mil habitantes, indicando crescimento das violações a determinações judiciais destinadas à proteção de mulheres.
O descumprimento de medida protetiva é crime desde 2018, após mudança na Lei Maria da Penha. A infração ocorre quando o agressor ignora restrições como afastamento da vítima, proibição de contato ou saída da residência.
O avanço ocorreu junto ao crescimento de outros crimes contra mulheres no estado. Os feminicídios subiram de 22 para 30 casos, alta de 36,3%, enquanto os homicídios de mulheres passaram de 73 para 94, aumento de 28,7%.
As tentativas de homicídio contra mulheres cresceram 15,2%. Também houve alta de 43,8% nos registros de perseguição e de 61,4% nos casos de violência psicológica, conforme os dados apresentados no levantamento.
O Anuário aponta ainda que uma vítima de feminicídio possuía medida protetiva ativa no momento do crime em 2024 e outra em 2025. O documento não detalha os casos nem associa diretamente o descumprimento às mortes.
No país, as ocorrências desse crime passaram de 112.695 para 132.025 entre 2024 e 2025, aumento de 16,7%. A alta registrada em Alagoas ficou abaixo da média nacional, embora o número de casos tenha se aproximado de 900.
As medidas protetivas podem afastar o agressor do lar, proibir aproximação ou contato por telefone, mensagens e redes sociais, além de impor outras restrições definidas pelo Judiciário conforme cada situação.
O levantamento não informa se o aumento decorre de mais violações, crescimento das denúncias ou melhora na identificação dos casos. Os números consideram apenas ocorrências registradas pelos órgãos de segurança pública.



