negligência
Bebê morre após nascer na recepção do Hospital da Cidade em Maceió
Família afirma que gestante entrou em trabalho de parto enquanto aguardava atendimento
A morte do bebê Nikolas, ocorrida após um parto na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, levou a família da gestante Morgana Lopes, de 21 anos, a denunciar negligência no atendimento prestado pela unidade de saúde. O caso aconteceu na noite de segunda-feira, 3.
Segundo os familiares, a gestante procurou atendimento apresentando dores e contrações, mas teria permanecido aguardando assistência médica. Eles afirmam que, diante da demora, Morgana entrou em trabalho de parto ainda na área de recepção do hospital e deu à luz antes da chegada da equipe de saúde.
De acordo com o relato da família, o bebê, que estaria prestes a completar sete meses de gestação, nasceu no chão da unidade. Imagens gravadas por parentes mostram a área da recepção com quantidade de sangue após o parto.
Alex, pai de Morgana, afirma que os profissionais chegaram somente após o nascimento da criança, levando uma maca e iniciando os procedimentos de atendimento, mas o recém-nascido não resistiu.
Outra denúncia apresentada pelos familiares envolve uma frase que teria sido dita por uma médica durante o atendimento. Segundo o relato, a profissional teria afirmado que "a criança iria falecer de todo jeito". A declaração é atribuída pela família à médica e ainda não foi confirmada oficialmente.
Em nota, o Hospital da Cidade lamentou a morte do bebê e manifestou solidariedade aos familiares. A unidade informou que a gestante, grávida de seis meses, deu entrada na tarde de segunda-feira, foi acolhida e submetida aos procedimentos de atendimento e avaliação previstos nos protocolos assistenciais.
Ainda de acordo com o hospital, a maternidade contava com equipe completa de plantão e a paciente evoluiu rapidamente para trabalho de parto durante o processo de triagem. A instituição informou que Morgana permanece internada sob acompanhamento multiprofissional e que a família recebe apoio do Serviço Social e atendimento psicológico.
O Hospital da Cidade também comunicou a abertura de um procedimento interno para apurar rigorosamente as circunstâncias do caso e afirmou que adotará as medidas administrativas cabíveis. A unidade destacou ainda que, desde sua inauguração, já realizou mais de 4 mil partos, prestando assistência humanizada a gestantes, puérperas e recém-nascidos.
Confira na íntegra
O Hospital da Cidade lamenta profundamente a ocorrência registrada na maternidade e manifesta solidariedade aos familiares neste momento de luto.
A paciente grávida de seis meses deu entrada na unidade na tarde da segunda-feira (03), sendo acolhida e submetida aos procedimentos de atendimento e avaliação previstos pelos protocolos assistenciais. Na ocasião, a maternidade contava com equipe completa de plantão, composta pelos profissionais responsáveis pela assistência obstétrica e multiprofissional.
Conforme os registros iniciais de atendimento, a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto ainda durante o processo de triagem. Ela permanece internada, sob acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, recebendo toda a assistência necessária. A família também está sendo acolhida pela instituição, com suporte do Serviço Social e atendimento psicológico.
Imediatamente após a ocorrência, o Hospital da Cidade instaurou procedimento para apuração rigorosa dos fatos, adotando todas as medidas administrativas cabíveis.
Desde a inauguração, a maternidade já realizou mais de 4 mil partos, oferecendo assistência humanizada, pautada pela segurança, acolhimento e cuidado com gestantes, puérperas e recém-nascidos.



