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MPAL abre inquérito para apurar excesso de fios inutilizados em postes

Procedimento foi instaurado após alerta sobre necessidade de retirada de estruturas abandonadas
Assessoria Equatorial Alagoas
Funcionário faz manutenção em rede de energia
Funcionário faz manutenção em rede de energia

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um Inquérito Civil Público para investigar a presença de cabos e fios inutilizados instalados em postes de Maceió e buscar medidas para solucionar o problema, que afeta a organização urbana e a segurança da infraestrutura de telecomunicações da capital.

As informações são do Diário Oficial do órgão desta quinta-feira, 6. O procedimento foi aberto pela 1ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada na Defesa do Consumidor, após a empresa Ilumina comunicar ao Ministério Público a necessidade urgente de retirada de cabos e fios sem utilização existentes em postes da cidade.

Segundo a portaria, o MP realizou audiência com representantes da Equatorial e da Ilumina, ocasião em que foi marcada uma nova reunião para aprofundar as discussões, com participação das associações de empresas de telecomunicações. A investigação busca reunir informações e avaliar quais providências podem ser adotadas para a retirada dos materiais abandonados e a organização da ocupação dos postes, que são compartilhados por empresas de energia elétrica e serviços de comunicação.

O Ministério Público determinou a conversão da notícia de fato em Inquérito Civil Público nº 06.2026.00000326-2, com adoção das medidas administrativas necessárias para acompanhar o caso e buscar a proteção de interesses coletivos relacionados ao consumidor e ao espaço urbano.

O procedimento também prevê a participação da Associação dos Provedores de Internet do Estado de Alagoas (ASPEAL) nas discussões e o convite à 66ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela área de Urbanismo, em razão das possíveis repercussões urbanísticas do problema.

 proliferação de fios sem uso em postes é uma reclamação recorrente em áreas urbanas, envolvendo questões de segurança, poluição visual e responsabilidade das empresas que utilizam a infraestrutura. O inquérito do MPAL pretende identificar responsabilidades e acompanhar as medidas adotadas para resolver a situação em Maceió.


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