eleições 2026

PGE contraria Rodrigo Cunha e consolida Podemos no palanque de Renan Filho

Parecer recomenda rejeição da ação que tenta retomar comando do partido em Alagoas
Divulgação
PGE não considerou argumentos do prefeito Rodrigo Cunha para retorno ao comando do Podemos
PGE não considerou argumentos do prefeito Rodrigo Cunha para retorno ao comando do Podemos

A tentativa judicial do prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, para recuperar o comando do partido Podemos em Alagoas sofreu um revés. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) recomendou a rejeição da ação e defendeu a manutenção da atual direção estadual da legenda, presidida por Mosart Amaral.

O parecer da PGE aumenta a possibilidade de o Podemos permanecer oficialmente na aliança liderada por Renan Filho (MDB) no estado. Rodrigo Cunha questionou a troca da comissão estadual que comandava o partido e afirma que deveria permanecer no cargo até 31 de dezembro. Segundo ele, a substituição ocorreu sem comunicação e sem que tivesse direito de defesa.

A Procuradoria, no entanto, entendeu que não há documentos suficientes para comprovar a duração do mandato alegada pelo prefeito. A certidão anexada ao processo aponta que a comissão presidida por Rodrigo Cunha esteve em funcionamento entre 1º de janeiro de 2025 e 12 de maio de 2026.

A PGE também destacou divergências nas informações sobre a data em que Rodrigo Cunha teria assumido a direção da legenda. Com a nova comissão, o Podemos realizou sua convenção em 31 de julho e aprovou a entrada na coligação formada por MDB, PSD, PSB, Avante, Federação Brasil da Esperança e Federação Renovação Solidária.

No último dia 4, o ministro Dias Toffoli já havia negado o pedido liminar para que o prefeito fosse reconduzido imediatamente ao comando do partido. Se o ministro considerar a manifestação da PGE, Mosart Amaral continuará no comando do Podemos e a decisão que colocou a legenda na chapa de Renan Filho será mantida.


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