Boxe
Ex-boxeador Prichard Colón morre aos 33 anos após 11 anos em coma
Porto-riquenho sofreu grave lesão cerebral após receber golpes ilegais na nuca
O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu nesta quinta-feira, 13, aos 33 anos, após passar cerca de 11 anos em estado vegetativo. O atleta sofreu uma grave lesão cerebral durante uma luta em 2015, quando tinha apenas 23 anos.
Colón enfrentava o norte-americano Terrel Williams quando recebeu diversos golpes na parte de trás da cabeça, região proibida no boxe. Após os impactos, o porto-riquenho passou mal, apresentando tontura e náusea, e o combate precisou ser interrompido.
Os golpes provocaram um hematoma subdural, condição causada pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio. Colón precisou passar por uma cirurgia para reduzir a pressão na região, mas sofreu danos neurológicos permanentes.
Após o procedimento, o lutador permaneceu em coma por 221 dias. Quando acordou, continuou em estado vegetativo e passou a depender dos pais para realizar atividades básicas do dia a dia.
A morte do ex-boxeador foi comunicada pelo pai, por meio das redes sociais.
“Bom dia a todos. Lamento informar o falecimento do meu filho Prichard. Ele agora está em um lugar melhor. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida do possível, por favor, continuem nos incluindo em suas orações”, escreveu.
Antes do acidente, Prichard Colón era considerado uma das promessas do boxe. Em apenas dois anos como profissional, acumulou 23 vitórias, sendo 13 por nocaute, e uma derrota.
O acidente aconteceu justamente em um momento de ascensão da carreira. Os golpes na nuca recebidos durante a luta eram considerados ilegais pelas regras do esporte.
Apesar da gravidade do episódio, Terrel Williams não recebeu uma suspensão prolongada nem outra punição esportiva significativa. O caso ganhou repercussão internacional e o pai de Colón passou a cobrar medidas das autoridades responsáveis pelo boxe.



