POLÍTICA

Vice de Flávio, Alfredo Gaspar tem histórico de investigações e polêmicas

Deputado é investigado sob suspeita de estupro de vulnerável e desvio de R$ 6 milhões em emendas
Assessoria do PL
Alfredo Gaspar foi anunciado nesta terça-feira, 5, como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro
Alfredo Gaspar foi anunciado nesta terça-feira, 5, como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro

Anunciado nesta terça-feira, 5, como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) leva para a disputa presidencial uma trajetória marcada por cargos de destaque na segurança pública e no Ministério Público de Alagoas, além de investigações e episódios que ganharam repercussão política.

Antes de ingressar na política, Alfredo Gaspar atuou como procurador-geral de Justiça de Alagoas e comandou a Secretaria de Estado da Segurança Pública. Em 2020, disputou a Prefeitura de Maceió e, em 2022, foi eleito deputado federal.


Em 2026, deixou o União Brasil, filiou-se ao PL e assumiu a presidência estadual do partido em Alagoas. Dias depois, foi anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.

Gaspar ganhou projeção nacional ao relatar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O parecer apresentado por ele pediu o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mas acabou rejeitado pela comissão.

O deputado também foi relator do parecer aprovado pela Câmara que suspendeu a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). À época, afirmou que apenas defendia uma prerrogativa prevista na Constituição para o Parlamento.

Confira algumas investigações e polêmicas envolvendo o vice de Flávio:

• Pedido de investigação por suspeita de estupro de vulnerável

Em abril deste ano, a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar denúncia apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que acusam Gaspar de estupro de vulnerável.

Segundo a denúncia, ele teria mantido relacionamento com uma adolescente de 13 anos, que teria resultado em uma gravidez, além de uma suposta tentativa de compra de silêncio da família.

Alfredo Gaspar nega as acusações, afirma ser alvo de perseguição política e diz que realizou exame de DNA para comprovar que não é o pai da criança mencionada. Até o momento, o STF ainda não decidiu se abrirá formalmente a investigação.

• Investigação no TCU sobre emendas parlamentares


O deputado também é alvo de uma apuração no Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga supostas irregularidades na destinação de cerca de R$ 6 milhões em emendas parlamentares para o município de São José da Laje, em Alagoas.

Com base nessa apuração, Lindbergh Farias pediu abertura de investigação criminal. O pedido foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o procedimento administrativo no TCU continua em andamento. Gaspar afirma que todos os repasses seguiram a legislação.

• Acordo envolvendo a Braskem


Como procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar foi um dos signatários do acordo firmado em 2019 para indenização e desocupação dos bairros afetados pelo afundamento do solo provocado pela mineração da Braskem, em Maceió.

Posteriormente, já como deputado federal, passou a defender investigações sobre a atuação da empresa e presidiu uma comissão externa da Câmara destinada a acompanhar o caso.

Com a escolha para compor a chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar passa a ocupar espaço de destaque na corrida presidencial, levando para a campanha um histórico que reúne experiência na segurança pública, atuação no Congresso Nacional e investigações ainda sem conclusão definitiva.


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